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Editorial:
Encontro
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Um encontro é algo especial. Quando encontramos alguém, deveríamos sair diferentes, com algo aprendido e incorporado em nós. Nem sempre é o que acontece, pois nossos conceitos são muito fortes e não acolhemos o outro com suas idéias e experiências como deveríamos. Já escrevi uma vez que não agüentamos ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que temos a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de consideração e precisasse ser complementado por aquilo que pensamos e falamos, que é muito melhor. Pensando em alguns encontros de Jesus, três personagens me chamam atenção, pois tiveram atitudes diferentes e isso foi decisivo para suas vidas. A primeira pessoa foi Pilatos, que foi muito impactado com o seu encontro com Jesus. As palavras do Mestre não só o convenceram da sua inocência, como também de ser uma pessoa especial; porém a pressão do momento, a importância que dava à sua posição juntamente com o medo de perder o poder e o cargo de governador o levaram a julgar injustamente o Filho de Deus, indo contra a sua própria vontade. Essa atitude foi fatal para Pilatos. Outras duas pessoas, José de Arimatéia e Nicodemos, também muito influentes, com muito poder e dinheiro, tiveram encontros escondidos que marcaram suas vidas a ponto de, em um futuro próximo, comprometerem suas reputações e investirem seu dinheiro em Jesus. Até que ponto as palavras de Jesus influenciam nossas vidas? Quando Jesus fala, ficamos calados ou colocamos nossas palavras em sua boca? Devemos ler a Palavra de Deus em silêncio de alma, sem preconceitos, tirando do texto o que ele tem que nos ensinar.
Paulo Andrade - Pastor da
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